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Campo Grande,15/03/2026

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Governo Trump inclui Brasil em investigação que pode gerar novas tarifas

Investigação aberta pelo representante comercial dos EUA envolve 60 economias, a exemplo de China, UE, México, Israel e Argentina


Governo Trump inclui Brasil em investigação que pode gerar novas tarifas Arte/Metrópoles

O governo de Donald Trump incluiu o Brasil em uma nova investigação comercial que pode resultar na aplicação de tarifas adicionais sobre produtos exportados para o mercado norte-americano.


A apuração foi aberta na quinta-feira (12) pela United States Trade Representative (USTR), órgão responsável pela política comercial dos Estados Unidos. Além do Brasil, outras 59 economias também passaram a integrar a análise, incluindo grandes parceiros comerciais de Washington.


A investigação será conduzida com base no Artigo 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento usado pelo governo americano para avaliar práticas consideradas desleais no comércio internacional. O objetivo é verificar se determinados países deixam de impedir a circulação ou a importação de produtos fabricados com trabalho forçado, o que poderia gerar vantagens competitivas indevidas.


Caso a análise conclua que as nações investigadas não adotam medidas suficientes para combater esse tipo de prática, os Estados Unidos poderão impor sanções comerciais, como tarifas extras sobre mercadorias importadas.


Países incluídos na investigação


1. Argélia

2. Angola

3. Argentina

4. Austrália

5. Bahamas

6. Bahrein

7. Bangladesh

8. Brasil

9. Camboja

10. Canadá

11. Chile

12. China

13. Colômbia

14. Costa Rica

15. República Dominicana

16. Equador

17. Egito

18. El Salvador

19. União Europeia

20. Guatemala

21. Guiana

22. Honduras

23. Hong Kong

24. Índia

25. Indonésia

26. Iraque

27. Israel

28. Japão

29. Jordânia

30. Cazaquistão

31. Kuwait

32. Líbia

33. Malásia

34. México

35. Marrocos

36. Nova Zelândia

37. Nicarágua

38. Nigéria

39. Noruega

40. Omã

41. Paquistão

42. Peru

43. Filipinas

44. Catar

45. Rússia

46. Arábia Saudita

47. Singapura

48. África do Sul

49. Coreia do Sul

50. Sri Lanka

51. Suíça

52. Taiwan

53. Tailândia

54. Trinidad e Tobago

55. Turquia

56. Emirados Árabes Unidos

57. Reino Unido

58. Uruguai

59. Venezuela

60. Vietnã


Suspeitas levantadas por Washington


Segundo o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, a investigação pretende verificar se os países analisados adotam políticas eficazes para impedir a entrada de mercadorias produzidas com mão de obra forçada.


De acordo com ele, empresas e trabalhadores norte-americanos estariam competindo com produtores estrangeiros que podem ter custos artificialmente reduzidos por causa desse tipo de prática.


 Próximos passos


O cronograma do processo prevê consultas com os governos envolvidos e uma audiência pública marcada para 28 de abril. Empresas, entidades e demais interessados poderão enviar contribuições por escrito até 15 de abril.


A expectativa do governo dos Estados Unidos é concluir a investigação até o fim de julho.


A abertura da apuração ocorre após a Suprema Corte dos Estados Unidos considerar ilegal a aplicação de determinadas tarifas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, norma que permite ao presidente adotar sanções econômicas em situações classificadas como emergência nacional.

Fonte: topmidianews.




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