Governo Trump inclui Brasil em investigação que pode gerar novas tarifas
Investigação aberta pelo representante comercial dos EUA envolve 60 economias, a exemplo de China, UE, México, Israel e Argentina
Arte/Metrópoles O governo de Donald Trump incluiu o Brasil em uma nova investigação comercial que pode resultar na aplicação de tarifas adicionais sobre produtos exportados para o mercado norte-americano.
A apuração foi aberta na quinta-feira (12) pela United States Trade Representative (USTR), órgão responsável pela política comercial dos Estados Unidos. Além do Brasil, outras 59 economias também passaram a integrar a análise, incluindo grandes parceiros comerciais de Washington.
A investigação será conduzida com base no Artigo 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento usado pelo governo americano para avaliar práticas consideradas desleais no comércio internacional. O objetivo é verificar se determinados países deixam de impedir a circulação ou a importação de produtos fabricados com trabalho forçado, o que poderia gerar vantagens competitivas indevidas.
Caso a análise conclua que as nações investigadas não adotam medidas suficientes para combater esse tipo de prática, os Estados Unidos poderão impor sanções comerciais, como tarifas extras sobre mercadorias importadas.
Países incluídos na investigação
1. Argélia
2. Angola
3. Argentina
4. Austrália
5. Bahamas
6. Bahrein
7. Bangladesh
8. Brasil
9. Camboja
10. Canadá
11. Chile
12. China
13. Colômbia
14. Costa Rica
15. República Dominicana
16. Equador
17. Egito
18. El Salvador
19. União Europeia
20. Guatemala
21. Guiana
22. Honduras
23. Hong Kong
24. Índia
25. Indonésia
26. Iraque
27. Israel
28. Japão
29. Jordânia
30. Cazaquistão
31. Kuwait
32. Líbia
33. Malásia
34. México
35. Marrocos
36. Nova Zelândia
37. Nicarágua
38. Nigéria
39. Noruega
40. Omã
41. Paquistão
42. Peru
43. Filipinas
44. Catar
45. Rússia
46. Arábia Saudita
47. Singapura
48. África do Sul
49. Coreia do Sul
50. Sri Lanka
51. Suíça
52. Taiwan
53. Tailândia
54. Trinidad e Tobago
55. Turquia
56. Emirados Árabes Unidos
57. Reino Unido
58. Uruguai
59. Venezuela
60. Vietnã
Suspeitas levantadas por Washington
Segundo o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, a investigação pretende verificar se os países analisados adotam políticas eficazes para impedir a entrada de mercadorias produzidas com mão de obra forçada.
De acordo com ele, empresas e trabalhadores norte-americanos estariam competindo com produtores estrangeiros que podem ter custos artificialmente reduzidos por causa desse tipo de prática.
Próximos passos
O cronograma do processo prevê consultas com os governos envolvidos e uma audiência pública marcada para 28 de abril. Empresas, entidades e demais interessados poderão enviar contribuições por escrito até 15 de abril.
A expectativa do governo dos Estados Unidos é concluir a investigação até o fim de julho.
A abertura da apuração ocorre após a Suprema Corte dos Estados Unidos considerar ilegal a aplicação de determinadas tarifas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, norma que permite ao presidente adotar sanções econômicas em situações classificadas como emergência nacional.
Fonte: topmidianews.




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