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Prefeitura teme sumiço de dinheiro e juiz bloqueia R$ 46 mi do Consórcio Guaicurus


Prefeitura teme sumiço de dinheiro e juiz bloqueia R$ 46 mi do Consórcio Guaicurus Alexandro Adriano Lisandro, interventor, temia pelo esvaziamento das contas do Consórcio Guaicurus (Foto: Divulgação)

A Prefeitura de Campo Grande demonstrou preocupação com a possibilidade de o Consórcio Guaicurus retirar recursos em espécie ou movimentar valores de contas bancárias, o que poderia dificultar a atuação dos interventores nomeados para administrar o sistema de transporte coletivo. A pedido da prefeita Adriane Lopes (PP), o juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, determinou o bloqueio de R$ 46 milhões pertencentes às quatro empresas que compõem o consórcio.

A medida tem como finalidade assegurar recursos suficientes para a continuidade da intervenção, evitando problemas no abastecimento da frota e no pagamento dos salários dos trabalhadores do setor.

Em despacho publicado nesta terça-feira (16), Trevisan ordenou o bloqueio de contas bancárias e de valores mantidos em caixa pelas empresas Viação Cidade Morena, Viação São Francisco, Viação Campo Grande e Jaguar Transportes Urbanos. Os recursos ficarão sob a administração da junta interventora, presidida por Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira.

A decisão também pode evitar um desgaste inicial para a gestão municipal. O Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Coletivo informou que os motoristas aguardam o pagamento do vale previsto para a próxima sexta-feira (19). A categoria possui histórico de mobilização e uma eventual demora no repasse poderia resultar em paralisações do serviço.

Evitar uma greve é o primeiro desafio

Segundo a procuradora-geral do Município, Cecília Saad Cruz Rizkallah, existia a possibilidade concreta de o Consórcio Guaicurus dificultar o acesso do interventor às informações financeiras do grupo, inclusive por meio da ocultação de valores disponíveis em contas bancárias.

Ela destacou que tal cenário poderia comprometer o trabalho da intervenção e impedir o cumprimento de obrigações mensais indispensáveis para a manutenção do transporte coletivo na Capital. Atualmente, cerca de 100 mil passageiros utilizam os ônibus diariamente, e uma eventual interrupção do serviço teria potencial para afetar significativamente a rotina econômica da cidade.

A intervenção teve início na segunda-feira com o afastamento de toda a diretoria do Consórcio Guaicurus. Entre as primeiras providências anunciadas está a realização de uma auditoria para levantar a real situação financeira do grupo, frequentemente alvo de reclamações de usuários devido à qualidade do serviço prestado e ao valor da tarifa.

Os ônibus atualmente em circulação deverão continuar operando, e não há expectativa imediata de redução no preço da passagem. O Consórcio Guaicurus alegava déficit financeiro e defendia o reajuste da tarifa para R$ 7,79. Manter a passagem em R$ 4,95 surge como um dos principais desafios da administração de Adriane Lopes, especialmente diante do receio de que eventuais aumentos de custos acabem sendo repassados aos usuários, o que poderia gerar desgaste político para a prefeita.


Fonte: www.ojacare.com.br

Reprodução: www.msagoraurgentenews.com.br




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