• Campo Grande, 17/06/2026
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Reinaldo Azambuja propõe atualização da tabela do SUS e ampliação de verba federal

Pré-candidato ao Senado aponta defasagem em repasses e defende revisão do pacto federativo para financiar rede pública


Reinaldo Azambuja propõe atualização da tabela do SUS e ampliação de verba federal Ascom

O pré-candidato ao Senado Reinaldo Azambuja (PL) defendeu, nesta quarta-feira (17), o aumento dos repasses da União para a saúde pública e a atualização da tabela de remuneração do SUS (Sistema Único de Saúde). A proposta integra sua agenda de pré-campanha e tem como foco o fortalecimento das unidades de atendimento médico em todo o país.


A revisão do modelo de financiamento, segundo Azambuja, está relacionada à concentração da arrecadação tributária na esfera federal. De acordo com o ex-governador, a União fica atualmente com cerca de 58% dos tributos arrecadados no Brasil, o que acaba reduzindo a capacidade financeira de estados e municípios, responsáveis pela execução dos serviços públicos essenciais e pela manutenção da estrutura de saúde.


Para Reinaldo, esse desequilíbrio pressiona os cofres das administrações locais. Ele cita dados do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e do Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), segundo os quais a participação do Governo Federal no financiamento da saúde teria caído de 52% para 40% ao longo dos últimos 20 anos. Nesse período, os municípios passaram a destinar, em média, mais de 23% de suas receitas ao setor, percentual superior ao mínimo constitucional de 15%. Apenas em 2024, as prefeituras teriam investido cerca de R$ 58 bilhões acima do piso exigido pela legislação.


“No Senado, quero trabalhar para fortalecer o financiamento da saúde. Precisamos colocar mais recursos federais para ampliar o atendimento, contratar mais profissionais e oferecer um serviço mais eficiente e humanizado para a população”, afirmou o pré-candidato.


A escassez de recursos também afeta diretamente Santas Casas e hospitais filantrópicos. Atualmente, o Governo Federal remunera procedimentos, exames e internações realizados por essas instituições com base em uma tabela padronizada. Segundo representantes do setor, os valores pagos estariam defasados e não cobririam os custos reais das operações, comprometendo o equilíbrio financeiro dessas unidades.


“A tabela SUS está há muitos anos defasada. Os valores pagos estão muito abaixo dos custos reais dos atendimentos, o que tem provocado enormes dificuldades para hospitais públicos e filantrópicos em todo o Brasil. Precisamos enfrentar esse problema com responsabilidade e buscar soluções permanentes”, declarou Azambuja.


Fonte: www.topmidianews.com.br

Reprodução: www.msagoraurgentenews.com.br




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