NOVO ESCÂNDALO: JAQUES WAGNER USOU FILHA COMO DESCULPA PARA OCULTAR APARTAMENTO DE PROPINA
Investigação da polícia federal aponta que imóvel de luxo avaliado em r$ 2,45 milhões teria sido usado como vantagem indevida e posteriormente atribuído à filha do senador
Foto: Divulgação/ X A Polícia Federal aprofundou nesta quinta-feira (18) as investigações envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA), apontando indícios de que ele possa ter sido beneficiado com um apartamento de alto padrão avaliado em R$ 2,45 milhões, supostamente oferecido por pessoas ligadas ao Banco Master.
Segundo documentos e mensagens obtidos na nova fase da Operação Compliance Zero, Wagner teria solicitado a Augusto Lima, ex-sócio da instituição financeira, informações sobre um imóvel localizado no condomínio Poème Horto, em Salvador, incluindo a unidade 1702 e o valor da aquisição. De acordo com a linha investigativa da Polícia Federal, a negociação, ocorrida em novembro de 2024, pode ter sido estruturada por meio de empresas vinculadas ao grupo financeiro com o objetivo de ocultar o verdadeiro beneficiário da operação.
Meses depois, em maio de 2025, o senador teria encaminhado mensagens atribuídas a um “filho ou filha” pedindo informações sobre quem figurava formalmente como proprietário do apartamento para iniciar reformas. A versão apresentada publicamente seria de que o imóvel teria sido adquirido para sua filha, mas investigadores avaliam a possibilidade de que essa justificativa tenha sido utilizada para afastar suspeitas sobre a natureza da transação.
Além do imóvel, a Polícia Federal também apura repasses de aproximadamente R$ 3,5 milhões para a BN Financeira, empresa ligada à família do senador e administrada por sua filha, Bonnie Wagner. A investigação ainda examina o suposto uso frequente de aeronaves privadas pertencentes a empresários do setor financeiro. As suspeitas se concentram na possibilidade de que vantagens econômicas tenham sido concedidas em troca de eventual atuação parlamentar favorável aos interesses do Banco Master.
Líder do governo Lula no Senado e uma das principais lideranças petistas na Bahia, Jaques Wagner ainda não havia se manifestado publicamente sobre as novas revelações até a divulgação dessas informações. Sua assessoria também não respondeu aos pedidos de posicionamento encaminhados por órgãos de imprensa.
Embora o senador não tenha sido formalmente denunciado, o caso amplia o debate político sobre a relação entre agentes públicos e grupos econômicos privados. A Operação Compliance Zero permanece em andamento, e os próximos passos das investigações deverão esclarecer se os indícios reunidos pela Polícia Federal serão suficientes para o oferecimento de denúncia ou eventual arquivamento das suspeitas.
A defesa de Jaques Wagner nega irregularidades e afirma que qualquer esclarecimento necessário será prestado às autoridades competentes.
Fonte: diario360.com.br
Reprodução: www.msagoraurgentenews.com.br





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