Falta de remédios em posto de saúde faz família gastar mais de R$ 100: 'só tinha dipirona'
Os medicamentos básicos não teriam sido encontrados em duas unidades da rede pública de Campo Grande
Repórter Top A falta de medicamentos pediátricos na rede pública de saúde de Campo Grande levou uma mãe a denunciar dificuldades para tratar os dois filhos, ambos acometidos por quadros virais. Segundo o relato, ao procurar atendimento em unidades municipais de saúde, a família encontrou disponível apenas dipirona nas farmácias públicas.
Valéria Alves dos Santos afirmou que o filho de 4 anos foi atendido na UPA Universitário e posteriormente na Unidade de Saúde da Família (USF) Aero Rancho. Além de enfrentar uma virose, a criança aguarda consultas com fonoaudiólogo e otorrinolaringologista. O outro filho, de 15 anos, também apresenta sintomas de virose.
De acordo com a mãe, a ausência de medicamentos obrigou a família a desembolsar cerca de R$ 130 para adquirir remédios prescritos pelos médicos.
“Você sai do consultório com a receita na mão e chega na farmácia do posto, mas não encontra os medicamentos. A única coisa que tinha era dipirona”, relatou.
Valéria afirma que medicamentos de uso comum na infância, como xaropes, analgésicos, antibióticos infantis e bombinhas para pacientes asmáticos, estariam em falta nas unidades de saúde. Segundo ela, apenas um dos xaropes recomendados custou R$ 120 em uma farmácia particular.
“Famílias de baixa renda não têm condições de comprar esses remédios. A gente precisa fazer alguma coisa para resolver. Os políticos aparecem pedindo voto, mas, quando vamos ao posto, não tem medicamento”, desabafou.
A moradora informou que registrou reclamação junto à Ouvidoria da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), mas teme que o problema permaneça sem solução.
Ela classificou a situação como preocupante e afirmou que a ausência de medicamentos compromete o tratamento das crianças. Também destacou que a assistência farmacêutica na infância é um direito previsto na legislação brasileira e cobrou providências da administração municipal para recompor os estoques de medicamentos pediátricos.
“Venho em nome de toda a sociedade e das mães. Cuidar da saúde das crianças é uma obrigação legal e moral que o poder público não pode continuar ignorando”, declarou.
A Secretaria Municipal de Saúde foi procurada para comentar o caso, mas não havia se manifestado até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento.
Fonte: www.topmidianews.com.br
Reprodução: www.msagoraurgentenews.com.br





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