ADOLESCENTE DE 16 ANOS TEM TRATAMENTO ONCOLÓGICO INTERROMPIDO SEM JUSTIFICATIVA FORMAL NO SUS
Família afirma que imunoterapia apresentou resultados positivos, mas foi suspensa sem explicação por escrito; caso será levado ao Ministério Público e à Defensoria Pública
Foto: Divulgação Uma adolescente de 16 anos, diagnosticada com adenocarcinoma de reto em estágio III, vive uma batalha contra o tempo para retomar um tratamento que, segundo a família, vinha apresentando resultados expressivos no combate ao câncer.
Após baixa resposta e reações alérgicas severas à quimioterapia convencional, exames genéticos apontaram que o tumor era compatível com o uso da imunoterapia Pembrolizumabe, iniciada no segundo semestre de 2024.
De acordo com a família, o medicamento reduziu significativamente o tumor e levou à negativação dos marcadores tumorais, tornando-se a principal esperança de controle da doença.
Mesmo diante da resposta considerada positiva, o fornecimento da medicação foi interrompido nos hospitais públicos responsáveis pelo atendimento da adolescente, ambos administrados por uma organização social em parceria com o SUS.
Os familiares afirmam que receberam apenas informações verbais de que a suspensão estaria relacionada a uma política interna de contenção de custos, mas dizem que nunca receberam uma justificativa médica ou administrativa por escrito.
Após a interrupção da imunoterapia, a jovem foi submetida a 28 sessões de radioterapia, porém, segundo a família, o tratamento não produziu os resultados esperados.
Desde o fim de 2025, a adolescente permanece sem tratamento oncológico ativo, realizando apenas exames periódicos enquanto enfrenta dores intensas e episódios frequentes de sangramento.
A família também relata dificuldades para obter laudos e prontuários médicos atualizados, documentos considerados essenciais para buscar na Justiça uma liminar que determine a retomada do medicamento.
O caso é ainda mais delicado porque a adolescente perdeu recentemente a mãe para a mesma doença e atualmente é criada pela tia, que assumiu a responsabilidade legal e conduz a busca por atendimento e tratamento.
Diante da situação, a família pede a atuação urgente do Ministério Público e da Defensoria Pública do Estado de São Paulo para apurar os fatos, esclarecer os motivos da interrupção da imunoterapia e adotar medidas que garantam a continuidade do tratamento da paciente.





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