LULA ERGUE EM COPACABANA A CONSTITUIÇÃO DE 1988, QUE ELE PRÓPRIO VOTOU CONTRA NA CONSTITUINTE
Lula levou a Constituição de 1988 a ato em Copacabana, embora tenha rejeitado a versão final quando era deputado, acompanhando as críticas do PT ao texto aprovado.
Foto: Reprodução LULA ERGUE CONSTITUIÇÃO DE 1988 EM ATO EM COPACABANA, APESAR DE TER VOTADO CONTRA O TEXTO FINAL.
Presidente rejeitou a redação definitiva da Carta Magna quando era deputado federal, acompanhando a posição majoritária da bancada do PT, que considerava insuficientes as mudanças aprovadas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ergueu a Constituição Federal de 1988 e a bandeira brasileira durante um ato político realizado em Copacabana, no Rio de Janeiro. A cena chamou atenção em razão do histórico do presidente na votação que definiu a versão final do documento constitucional.
Em 1988, quando ocupava uma cadeira na Câmara dos Deputados, Lula votou contra a redação final da Constituição durante os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte. Naquele momento, o Partido dos Trabalhadores também se posicionou contra o texto aprovado, sob o argumento de que as mudanças previstas eram insuficientes em áreas sociais, econômicas e trabalhistas.
Dos 16 parlamentares que compunham a bancada petista na Constituinte, 15 rejeitaram a versão final da Carta Magna, incluindo Lula. Apenas um deputado do partido votou a favor do documento.
Apesar da oposição da bancada do PT, a Constituição foi aprovada pela ampla maioria dos constituintes e promulgada em 5 de outubro de 1988. O documento tornou-se um marco central da redemocratização brasileira e estabeleceu as bases jurídicas do atual sistema democrático.
O voto contrário de Lula, entretanto, não significava rejeição à criação de uma nova Constituição. Durante o processo constituinte, o então deputado participou das discussões e apresentou propostas que, segundo a posição defendida pelo partido, buscavam ampliar os direitos sociais e promover mudanças mais profundas no país.
Após a aprovação, Lula e os demais integrantes da bancada petista assinaram a Constituição promulgada, reconhecendo formalmente o documento aprovado pela Assembleia Nacional Constituinte.
Décadas depois, Lula passou a exibir a Carta Magna em manifestações e discursos políticos, destacando a importância da democracia, das instituições e do respeito à ordem constitucional.
A imagem do presidente levantando o documento em Copacabana reacendeu a lembrança de sua atuação durante a Constituinte e da posição adotada pelo PT diante da versão definitiva do texto, promulgado há 38 anos.
O episódio evidencia a diferença entre o voto de Lula em 1988 e o uso atual da Constituição como símbolo político. Embora as posições tenham sido adotadas em contextos distintos, o registro da votação contrária à redação final permanece documentado na história da Assembleia Constituinte.




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