“É MAIS FÁCIL CRER EM PAPAI NOEL”: REELEIÇÃO DE LULA TERIA DEPENDIDO DE VOTOS DE CAIADO, ZEMA, CURY E RENAN
Cálculo do segundo turno sugere transferência expressiva de votos para Lula e mudanças na abstenção e nos votos anulados, mas não comprova irregularidades eleitorais.
Foto: Reprodução MATEMÁTICA DOS VOTOS DE LULA NO SEGUNDO TURNO LEVANTA QUESTIONAMENTOS SOBRE A TRANSFERÊNCIA ELEITORAL.
Cálculo considera a manutenção dos votos do primeiro turno, a redução das abstenções, a recuperação de votos antes anulados e a migração de parte da votação dos candidatos derrotados para explicar os 64,2 milhões de votos do petista.
A distribuição dos votos no segundo turno chama a atenção pela dimensão da transferência eleitoral que seria necessária para Lula alcançar a marca de 64,2 milhões de votos. Uma análise baseada na votação das duas etapas considera diferentes movimentos do eleitorado para explicar o resultado.
Pelo cálculo apresentado, Lula precisaria ter preservado toda a votação conquistada no primeiro turno, atraído praticamente os 3 milhões de eleitores que deixaram de se abster e recebido a totalidade dos cerca de 1,8 milhão de votos que anteriormente haviam sido anulados. Além disso, teria de conquistar aproximadamente 60% dos votos destinados aos candidatos eliminados da disputa, entre eles Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema.
A combinação desses fatores em favor de um único candidato levanta questionamentos sobre a dinâmica da votação e, segundo a análise, merece uma avaliação detalhada. O tema ganha destaque diante do fato de que parte dos candidatos derrotados declarou apoio a Flávio Bolsonaro.
Apesar das dúvidas levantadas pelo cálculo, os números agregados não permitem identificar com precisão como cada eleitor mudou sua escolha entre os turnos. Para avaliar a migração dos votos, é necessário considerar dados eleitorais comparáveis e informações verificáveis; as estimativas, por si só, não comprovam irregularidades na votação.




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