“MATEMÁTICA REVOLUCIONÁRIA”: LULA TERIA FICADO COM 11 MILHÕES DE 14 MILHÕES DE VOTOS POTENCIAIS NO SEGUNDO TURNO
Cálculo de votos de candidatos derrotados, abstenções e votos brancos e nulos levanta dúvidas sobre a migração eleitoral, mas não comprova irregularidades.
Foto: Reprodução MIGRAÇÃO DE VOTOS NO SEGUNDO TURNO LEVANTA QUESTIONAMENTOS SOBRE DESEMPENHO DE LULA.
Soma dos votos de candidatos derrotados, eleitores ausentes e votos brancos e nulos alimenta debate sobre a transferência de votos, mas os números agregados não comprovam irregularidades eleitorais.
Uma conta envolvendo a possível migração de votos no segundo turno chama a atenção e levanta questionamentos sobre o desempenho de Lula nas urnas. O cálculo considera os votos recebidos pelos candidatos que não avançaram na disputa, além de eleitores que não compareceram ou optaram por votos brancos e nulos no primeiro turno.
Juntos, os dez candidatos derrotados na primeira etapa da eleição receberam 9.316.747 votos. Desse total, Augusto Cury obteve 3.448.569, Renan Santos alcançou 2.675.887, Ronaldo Caiado somou 2.605.148 e Romeu Zema recebeu 326.488 votos, além da votação dos demais concorrentes.
A esse grupo seriam acrescentados aproximadamente 5 milhões de eleitores que se abstiveram ou votaram em branco ou nulo no primeiro turno, mas compareceram à votação seguinte. Com isso, o contingente potencial de votos passíveis de mudança chegaria a cerca de 14 milhões.
O ponto que desperta atenção é a estimativa de que Lula teria absorvido aproximadamente 11 milhões de votos desse universo no segundo turno. A proporção representa uma parcela expressiva do total considerado no cálculo e alimenta discussões sobre o comportamento do eleitorado entre as duas etapas da disputa.
A análise também destaca que alguns candidatos derrotados declararam apoio a Flávio Bolsonaro, circunstância que torna relevante examinar com mais cuidado a distribuição dos votos. No entanto, declarações de apoio não garantem que os eleitores sigam a orientação dos candidatos, e os números agregados, isoladamente, não permitem determinar com precisão a origem dos votos recebidos por cada concorrente nem comprovar a existência de irregularidades na votação.




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