• Campo Grande, 04/11/2026
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CURRAIS NOVOS (RN) REGISTRA 65% DOS VOTOS PARA LULA, ENQUANTO PACIENTE TEM PERNA IMOBILIZADA COM PAPELÃO

Paciente com fraturas no pé recebeu imobilização improvisada, feita com pedaços de papelão, durante atendimento na rede pública de saúde de Currais Novos (RN).


CURRAIS NOVOS (RN) REGISTRA 65% DOS VOTOS PARA LULA, ENQUANTO PACIENTE TEM PERNA IMOBILIZADA COM PAPELÃO Foto: Reprodução

PACIENTE TEM IMOBILIZAÇÃO FEITA COM PAPELÃO EM CURRAIS NOVOS, E ENTIDADE COBRA EXPLICAÇÕES DA PREFEITURA.

Astego denuncia possível falta de gesso e materiais básicos na rede pública de saúde e anuncia que levará o caso ao Ministério Público; cidade deu 64,83% dos votos válidos a Lula no segundo turno de 2026.

A Associação Brasileira dos Técnicos em Imobilizações Ortopédicas (Astego) divulgou uma denúncia sobre a utilização de pedaços de papelão para imobilizar a perna de um paciente com fraturas no pé durante atendimento na rede pública de saúde de Currais Novos, no Rio Grande do Norte. Segundo a entidade, a improvisação teria ocorrido devido à falta de gesso e de materiais básicos para a realização do procedimento adequado.

A associação alerta que substituir os equipamentos apropriados por papelão pode prejudicar a recuperação do paciente e provocar complicações no processo de consolidação dos ossos. A entidade considera que a situação exige esclarecimentos sobre as condições de atendimento oferecidas pela rede municipal.


Diante do episódio, a Astego informou que pretende cobrar explicações da Prefeitura de Currais Novos e da Secretaria Municipal de Saúde. A associação também anunciou que encaminhará a denúncia ao Ministério Público do Rio Grande do Norte para que o caso seja analisado.

A ocorrência ganhou repercussão adicional por causa do resultado das eleições presidenciais na cidade. No segundo turno de 2026, Lula recebeu 64,83% dos votos válidos em Currais Novos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 35,17%.

Embora o resultado eleitoral não explique, por si só, as condições dos serviços públicos municipais, o episódio coloca em evidência o contraste entre a expressiva votação recebida pelo atual presidente e a denúncia de precariedade na estrutura básica de atendimento à saúde. O caso agora deverá ser acompanhado a partir dos esclarecimentos cobrados pela entidade e da apuração anunciada junto ao Ministério Público.

www.msagoraurgentenews.com.br




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