TRUMP SOBRE O BRASIL NO G7: “ESTÁ MEIO DESAGRADÁVEL” POR CAUSA DE PCC E CV; “PAÍS PERIGOSO POLITICAMENTE”
Declaração do presidente americano ocorre em meio à designação de facções brasileiras como organizações terroristas e ao aumento das tensões entre washington e brasília
Foto: Divulgação Em meio à cúpula do G7 realizada na França, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o Brasil ao comentar o avanço do crime organizado e as recentes tensões diplomáticas com o governo Lula. De acordo com relatos da coletiva de imprensa, Trump afirmou ter conversado com o presidente brasileiro e descreveu o país como um lugar que está se tornando “um pouco duro politicamente. Um pouco perigoso politicamente. Está meio desagradável”.
A declaração ocorre após a administração Trump oficializar a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas estrangeiras, medida que passou a valer no início de junho. A decisão do governo americano, considerada por analistas um revés para a diplomacia brasileira, permite a aplicação de sanções financeiras, o congelamento de bens e uma atuação mais ampla contra as redes das facções, que também mantêm presença nos Estados Unidos.
Especialistas avaliam que o governo Lula acabou arcando com os custos de uma política de segurança pública frequentemente criticada no exterior por suposta leniência. Apesar de apresentar documentos e prometer cooperação durante visita à Casa Branca, o Palácio do Planalto não conseguiu evitar a medida, impulsionada pela pressão de opositores brasileiros, o que reforça a percepção de que o crime organizado ampliou sua influência no país nos últimos anos.
Além do desgaste simbólico, o Brasil passa a enfrentar a possibilidade concreta de tarifas adicionais de até 25% sobre exportações destinadas aos Estados Unidos. As medidas comerciais, justificadas por Washington como resposta ao narcotráfico e a desequilíbrios na balança comercial, podem afetar setores importantes da economia brasileira em um momento considerado delicado.
Durante o encontro do G7, Lula e Trump evitaram demonstrações públicas de proximidade. Registros oficiais mostraram os dois líderes sem um cumprimento diante das câmeras, enquanto o presidente brasileiro utilizou seus discursos para criticar o protecionismo e o unilateralismo dos Estados Unidos, sem mencionar Trump nominalmente. A postura adotada alimenta a percepção de isolamento do Brasil, que participou do evento a convite de Emmanuel Macron e voltou a se ver na defensiva em um cenário internacional que cobra resultados mais efetivos no combate ao crime.
A sucessão de acontecimentos — desde a classificação das facções como organizações terroristas até a declaração de Trump — evidencia os custos de uma estratégia que, segundo críticos, privilegiou embates retóricos com potências estrangeiras em detrimento de avanços concretos na segurança pública. Para diversos observadores, a expressão “meio desagradável”, utilizada pelo presidente americano, reflete não apenas a expansão das facções criminosas, mas também o desgaste da imagem do Brasil no exterior durante a atual administração.
Fonte: diario360.com.br
Reprodução: www.msagoraurgentenews.com.br





COMENTÁRIOS