SEM REAJUSTE NO BOLSA FAMÍLIA, PROPOSTA DE LULA PARA 2027 GERA INSATISFAÇÃO ENTRE BENEFICIÁRIOS
Orçamento enviado ao Congresso prevê R$ 157,1 bilhões para o programa e mantém benefício mínimo em R$ 600 por família, sem correção pela inflação
Foto: Divulgação A proposta de orçamento encaminhada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso Nacional para 2027 prevê a manutenção do Bolsa Família sem reajuste no valor destinado às famílias beneficiárias.
O projeto prevê aproximadamente R$ 157,1 bilhões para o programa e mantém o benefício mínimo em R$ 600 por família, sem atualização pela inflação ou aumento real.
A manutenção do valor provocou críticas e insatisfação entre parte dos beneficiários, que esperava uma correção diante da elevação do custo de vida e da perda do poder de compra registrada nos últimos anos.
O Bolsa Família não recebe reajuste desde o relançamento do programa, em março de 2023. Desde então, o governo manteve os pagamentos adicionais destinados a grupos específicos, como crianças, gestantes e jovens.
A justificativa do governo está relacionada ao esforço para controlar as despesas obrigatórias e buscar maior equilíbrio fiscal, com o objetivo de melhorar o resultado das contas públicas.
A proposta orçamentária estabelece um montante próximo ao previsto para o programa em 2026, mas abaixo do orçamento registrado em 2025, quando os recursos chegaram a aproximadamente R$ 167 bilhões.
A ausência de correção no benefício voltou a alimentar o debate sobre como conciliar responsabilidade fiscal com a preservação do poder de compra das famílias de baixa renda.
Beneficiários e representantes de organizações sociais defendem que o valor pago deveria ser atualizado de acordo com a inflação, evitando a redução do impacto real da transferência de renda para as famílias.
O governo, por sua vez, argumenta que a legislação permite a revisão dos valores, mas não estabelece a obrigatoriedade de reajuste, deixando a definição condicionada às prioridades estabelecidas no orçamento.
A proposta ainda será discutida pelo Congresso Nacional e poderá ser modificada durante sua tramitação, inclusive com eventuais alterações nos recursos destinados ao Bolsa Família.
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