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RENAN SANTOS CRITICA CLASSIFICAÇÃO DE PCC E CV COMO TERRORISTAS E DIZ QUE TRUMP “NÃO QUER AJUDAR” O BRASIL

Candidato à Presidência pelo Missão questiona classificação de facções brasileiras como organizações terroristas e defende que o combate ao crime organizado seja liderado pelas forças de segurança nacionais


RENAN SANTOS CRITICA CLASSIFICAÇÃO DE PCC E CV COMO TERRORISTAS E DIZ QUE TRUMP “NÃO QUER AJUDAR” O BRASIL Foto: Divulgação

RENAN SANTOS CONTRA TRUMP: candidato rejeita tratar facções brasileiras como terroristas.

Presidenciável do Missão questiona classificação dos grupos criminosos feita pelos Estados Unidos e defende que o Brasil enfrente o crime organizado sem depender de tutela estrangeira.

Durante entrevista ao vivo no Podcast Flow nesta quarta-feira (2), o candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, criticou a recente classificação de facções criminosas brasileiras pelo governo dos Estados Unidos e afirmou que não concorda em tratar esses grupos como organizações terroristas.
Segundo Renan Santos, existe uma diferença importante entre facção criminosa e terrorismo, e colocar os dois conceitos no mesmo patamar poderia provocar uma interpretação equivocada sobre a natureza das organizações criminosas brasileiras. Para o candidato, as facções possuem características próprias e precisam ser enfrentadas de acordo com a realidade e as necessidades do Brasil.
Ao comentar a postura do governo norte-americano, o presidenciável afirmou que não se sente confortável com a maneira como Donald Trump vem tratando o assunto. Na avaliação de Renan, uma classificação internacional como terrorista não representa, necessariamente, uma solução para o problema da segurança pública brasileira.

O candidato também colocou em dúvida a capacidade dos Estados Unidos de apresentar uma solução para o combate ao tráfico de drogas na América Latina. Segundo Renan Santos, os norte-americanos não conseguiram resolver o problema na região ao longo das últimas décadas, o que justificaria sua desconfiança em relação a uma eventual atuação externa no Brasil.
Para Renan, o enfrentamento ao crime organizado deve ser comandado pelas próprias forças de segurança brasileiras. O candidato defendeu o fortalecimento das instituições, o investimento em inteligência e a criação de estratégias nacionais capazes de combater as facções de maneira mais eficiente.
Durante a entrevista, Renan Santos afirmou ainda que aceitar uma eventual tutela estrangeira na área de segurança pública representaria uma demonstração de fraqueza. Na visão do presidenciável, o Brasil precisa preservar sua autonomia e demonstrar capacidade para enfrentar seus próprios problemas.
A declaração coloca Renan Santos no centro de um dos debates mais sensíveis da atual disputa presidencial: até onde deve ir a cooperação internacional no combate ao crime organizado e quais são os limites para uma eventual atuação estrangeira em território brasileiro.

O candidato afirmou que o combate às facções deve ser rígido, mas baseado em inteligência, planejamento e atuação estratégica das polícias brasileiras. Para ele, a resposta ao avanço do crime organizado precisa partir das instituições nacionais.
A fala provocou repercussão entre apoiadores e críticos, principalmente pela posição divergente em relação a setores políticos que defendem uma classificação mais dura contra as facções e maior cooperação com os Estados Unidos no enfrentamento ao crime organizado.
O debate sobre a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas ganhou espaço na corrida presidencial e passou a envolver não apenas segurança pública, mas também soberania nacional, relações internacionais e os limites da cooperação entre Brasil e Estados Unidos.
A posição de Renan Santos sinaliza que o tema deverá continuar provocando forte confronto político durante a campanha, colocando de um lado aqueles que defendem uma resposta internacional mais dura contra as facções e, de outro, quem considera que o Brasil deve preservar autonomia para definir sua própria estratégia de combate ao crime organizado.

www.msagoraurgentenews.com.br




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