DEBATE ENTRE CANDIDATOS AO GOVERNO DE MS TEM CONFRONTOS SOBRE SEGURANÇA, SAÚDE, CORRUPÇÃO E ESTRADAS
Debate reuniu oito candidatos nesta segunda-feira (21), com troca de perguntas, críticas à gestão estadual e apresentação de propostas para Mato Grosso do Sul.
Fotos: Antonio Arguello FÁBIO TRAD QUESTIONA GESTÃO RIEDEL E COBRA RESPOSTAS SOBRE SEGURANÇA, SAÚDE E ESTRADAS EM DEBATE.
Candidato do PT confrontou Eduardo Riedel durante o debate desta segunda-feira (21) e apresentou críticas e propostas para áreas consideradas prioritárias em Mato Grosso do Sul.
O Jornal Midiamax promoveu, nesta segunda-feira (21), às 20h, o primeiro debate entre os oito candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul. O encontro foi realizado no auditório do Crea-MS, em Campo Grande, e reuniu Eduardo Riedel, Fábio Trad, Delcídio do Amaral, Jeferson Bezerra, João Henrique Catan, Lucien Rezende, Daniel Lemes e Renato Gomes.
Durante o confronto, Fábio Trad adotou uma postura de questionamento à gestão do governador Eduardo Riedel, candidato à reeleição, abordando temas como segurança pública, saúde, infraestrutura e combate à corrupção.
Na área da segurança, Trad chamou atenção para a situação dos policiais militares e questionou a valorização da categoria. O candidato também criticou o cenário da criminalidade no Estado e o vale alimentação de R$100,00 mês para o policiamento.
Ao abordar a violência contra as mulheres, Trad afirmou que Mato Grosso do Sul enfrenta índices preocupantes de feminicídio e defendeu o fortalecimento das políticas de prevenção e proteção às vítimas.

A segurança pública também apareceu logo no início do debate. Renato Gomes questionou Trad sobre denúncias envolvendo a área e citou episódios relacionados à saúde, ao sistema prisional e à atuação do governo estadual. Em resposta, Trad acusou a gestão Riedel de enfrentar problemas relacionados à corrupção e mencionou investigações envolvendo diferentes áreas da administração.
Outro ponto explorado por Fábio Trad foi a situação da saúde pública. O candidato citou denúncias e investigações relacionadas ao setor e defendeu maior controle sobre a aplicação dos recursos públicos e sobre a prestação dos serviços à população.
Trad também direcionou críticas ao sistema de infraestrutura rodoviária de Mato Grosso do Sul. Segundo o candidato, as condições de determinadas estradas estaduais representam riscos para motoristas que utilizam diariamente as rodovias para trabalhar, transportar mercadorias ou viajar pelo Estado.
Durante o debate, o candidato ainda questionou o modelo de desenvolvimento adotado pelo governo estadual. Trad afirmou que, apesar de Mato Grosso do Sul ser apresentado como um Estado rico, essa riqueza não estaria chegando de maneira equilibrada à população.
Em outro momento, ao questionar Lucien Rezende, Trad afirmou que o modelo de desenvolvimento precisa distribuir melhor os resultados da economia e alcançar também servidores públicos e trabalhadores.

"Se todos os sites e veículos de comunicação do Estado fizessem como o Midiamax, a democracia sairia ganhando. Parabéns a todos vocês", declarou Trad ao avaliar o encontro.
O candidato destacou que as críticas direcionadas à atual administração durante o programa refletem os problemas vivenciados diariamente pela população sul-mato-grossense.
"Foi um debate em que teve muitas críticas, porque tem muitos problemas mesmo no Estado. O incumbente, no caso o [Eduardo] Riedel tem que compreender que existem problemas gravíssimos e eles têm que ser apontados", ressaltou. "As pessoas estão reclamando da saúde, da segurança, da infraestrutura e da educação que não tem boa qualidade", apontou.
Além do diagnóstico das falhas da gestão estadual, o candidato enfatizou que o encontro serviu para apresentar alternativas concretas para o desenvolvimento da região.
"As propostas foram também apresentadas, de maneira que o saldo na minha avaliação foi positivo", avaliou o postulante ao governo.
Em suas considerações finais no último bloco do programa, Trad questionou a eficácia da propaganda oficial frente aos gargalos enfrentados no interior e na capital, como ficou demonstrado durante o debate, não só por ele, mas também pelos outros concorrentes, notadamente quando o assunto foram os escândalos na área da saúde.
"Se tem uma coisa que funciona no governo atual, eu admito que funciona, sim: a propaganda", afirmou Trad. "A propaganda do Riedel conta um outro Mato Grosso do Sul que eu não vi em lugar algum."
Ao dialogar com o eleitor que assistia o confronto de ideias, Fábio Trad acentuou a necessidade de redistribuição de renda em um estado de economia forte, mas altamente concentrada. "Eu quero um Mato Grosso do Sul diferente desse. Esse se concentra no crescimento; eu quero me concentrar na distribuição", defendeu Trad.
Ele citou dados para ilustrar a disparidade socioeconômica local: "10% dos mais ricos em Mato Grosso do Sul detêm a mesma parcela de renda que os 70% mais pobres. É um Estado rico? Sim. Mas é um Estado injusto", frisou.
Ao desenhar o cenário político regional, o candidato definiu seu projeto como a única via do campo democrático e popular no pleito.
Fábio Trad encerrou sua manifestação reafirmando o compromisso de governar com embasamento técnico e responsabilidade social para todos os cidadãos.
"Dá para mudar. Eu tenho uma equipe de pesquisadores e intelectuais comprometidos com a transformação social que fará Mato Grosso do Sul crescer para todas as pessoas", concluiu.
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