ANDRÉ MENDONÇA RETOMA PODERES SOBRE INVESTIGAÇÃO RELACIONADA A LULINHA NO CASO DOS ROUBOS NO INSS
Fachin restabeleceu a Mendonça a condução dos processos ligados à Operação Sem Desconto, mas manteve os casos relacionados ao Banco Master sob a responsabilidade da Presidência do STF.
Foto: Divulgação MENDONÇA RETOMA INVESTIGAÇÃO DO INSS QUE MENCIONA LULINHA, MAS FACHIN MANTÉM CASO BANCO MASTER NO STF
Decisão do presidente do Supremo devolve ao ministro a relatoria da Operação Sem Desconto, enquanto os procedimentos relacionados ao Banco Master permanecem sob responsabilidade da Presidência da Corte.
O ministro André Mendonça reassumiu a condução dos processos relacionados ao esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), investigação que também menciona Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A decisão foi tomada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, no final de outubro de 2026.
Com a determinação, os procedimentos vinculados à Operação Sem Desconto retornam ao gabinete de Mendonça, que volta a ser responsável pelas decisões judiciais referentes a esse núcleo de apuração.
Os processos haviam sido retirados temporariamente da relatoria do ministro em setembro, quando Fachin assumiu a responsabilidade pelos autos em meio a questionamentos sobre a condução das investigações e a um impasse interno no Supremo.
A mudança ocorreu após uma representação apresentada pelo ministro Alexandre de Moraes, na qual foram apontadas supostas irregularidades na atuação de Mendonça à frente do caso. O episódio levantou discussões sobre a competência e a forma de condução dos procedimentos.
Ao devolver os processos, Fachin restabeleceu a atribuição de Mendonça para examinar solicitações das defesas, autorizar medidas judiciais e definir os encaminhamentos das investigações.
O caso ganhou dimensão política porque o nome de Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparece entre os mencionados no contexto das apurações sobre possíveis irregularidades nos descontos aplicados a benefícios previdenciários. A citação, porém, não representa comprovação de envolvimento em qualquer prática ilegal.
As investigações tratam de descontos associativos que teriam sido realizados sem autorização dos aposentados e pensionistas, provocando prejuízos a milhares de beneficiários do INSS. O esquema é apurado pela Polícia Federal e também passou a ser acompanhado por órgãos de controle.
Apesar de devolver a Mendonça os procedimentos relacionados ao INSS, Fachin decidiu manter sob responsabilidade da Presidência do STF os processos ligados à Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas envolvendo o Banco Master.
Essa parte da apuração continuará sob a condução da Presidência por até 90 dias ou até que o plenário do Supremo conclua os julgamentos pendentes sobre a definição da competência para analisar o caso.
A decisão estabelece, portanto, uma divisão entre os dois núcleos: os procedimentos da Operação Sem Desconto voltam ao gabinete de André Mendonça, enquanto os relacionados ao Banco Master permanecem sob responsabilidade da Presidência do STF.
www.msagoraurgentenews.com.br




COMENTÁRIOS