• Campo Grande, 10/06/2026
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LULA TOMA IMUNIZANTE JAPONÊS EM CLÍNICA PRIVADA; PARA O POVÃO, FICA A “VACINA” COM RISCO DE MORTE

Vacinação de Lula com a Qdenga e suspensão da vacina do Butantan geram críticas e questionamentos.


LULA TOMA IMUNIZANTE JAPONÊS EM CLÍNICA PRIVADA; PARA O POVÃO, FICA A “VACINA” COM RISCO DE MORTE Foto: Divulgação

A vacinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a dengue voltou ao debate público após informações de que ele recebeu a vacina Qdenga, desenvolvida pela farmacêutica japonesa Takeda, em uma clínica particular antes do início da campanha de vacinação em larga escala no Sistema Único de Saúde (SUS).

A Qdenga foi a primeira vacina contra a dengue incorporada ao Programa Nacional de Imunizações e utilizada pelo SUS para grupos prioritários. Na época, a oferta de doses era limitada em razão da capacidade mundial de produção, o que levou o Ministério da Saúde a estabelecer critérios de prioridade para a vacinação.

Paralelamente, o Instituto Butantan desenvolve uma vacina nacional contra a dengue, ainda submetida aos processos regulatórios e de avaliação necessários para eventual utilização em larga escala. O projeto tem sido apresentado pelo governo como uma alternativa para ampliar a produção nacional e reduzir a dependência de fornecedores internacionais.

O tema ganhou repercussão após o surgimento de notificações de eventos adversos associados a vacinas contra a dengue. Como ocorre com qualquer imunizante, relatos de reações são monitorados pelas autoridades sanitárias, que avaliam possíveis vínculos entre os casos registrados e a vacinação. A investigação desses episódios segue protocolos técnicos estabelecidos por órgãos reguladores.

O episódio também alimentou discussões sobre o acesso à saúde no Brasil. Críticos argumentam que autoridades e pessoas com maior poder aquisitivo frequentemente conseguem acesso mais rápido a tratamentos, exames e imunizantes disponíveis na rede privada. Já defensores do sistema ressaltam que o SUS continua sendo responsável por uma das maiores campanhas públicas de vacinação do mundo e pelo atendimento da maior parte da população brasileira.

Até o momento, não há indicação de irregularidade na vacinação do presidente, e o debate permanece concentrado nas diferenças entre o acesso oferecido pelos sistemas público e privado, na política nacional de imunização e no acompanhamento da segurança dos imunizantes utilizados no país.


Fonte: diario360.com.br

Reprodução: www.msagoraurgentenews.com.br




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