Após aumento de 119% aos secretários, Adriane dará reajuste de 4,39% apenas a concursados
Salário da prefeita acumula aumento de 50% em dois anos, de R$ 21.263 para R$ 31.912. Mas servidores não terão nem 10% do valor concedido a prefeita evangélica (Foto: Divulgação) A proposta de reajuste salarial apresentada pela prefeita Adriane Lopes (PP) gerou críticas entre servidores municipais e representantes sindicais. O projeto prevê correção de 4,39% para parte dos servidores efetivos, dividida em duas parcelas, enquanto categorias temporárias permanecerão sem reajuste.
Os questionamentos aumentam diante da comparação com os reajustes concedidos aos subsídios da prefeita e dos secretários municipais nos últimos anos. Dados do Portal da Transparência mostram que o salário da prefeita passou de R$ 21.263,62 para R$ 31.912,16 entre 2024 e 2026, representando aumento de aproximadamente 50%. Já os subsídios dos secretários municipais saltaram de R$ 11.619,70 para R$ 25.511,95 no mesmo período, uma elevação superior a 100%. Mesmo considerando os descontos temporários previstos pelo decreto de contingenciamento, os vencimentos permanecem significativamente acima dos valores anteriores.
Enquanto isso, servidores argumentam que o reajuste proposto não recompõe integralmente as perdas acumuladas nos últimos anos. Segundo cálculos baseados no IPCA-E, a inflação acumulada desde abril de 2022 ultrapassa o percentual agora oferecido pela administração municipal, o que mantém parte da defasagem salarial.
Outro ponto de insatisfação é a exclusão dos servidores temporários da proposta. Embora representem parcela expressiva da força de trabalho do município, esses profissionais continuarão sem correção salarial, ampliando o sentimento de desigualdade dentro da administração pública municipal.
Críticos da gestão afirmam que a diferença entre os reajustes concedidos ao alto escalão e aqueles destinados aos servidores reforça a percepção de prioridades distintas na política de valorização do funcionalismo. Já a prefeitura sustenta que a proposta foi elaborada dentro dos limites financeiros do município e respeita as regras de responsabilidade fiscal.
Com a matéria em tramitação na Câmara Municipal, o debate sobre valorização dos servidores, recomposição inflacionária e equilíbrio das contas públicas deve continuar nas próximas semanas, mobilizando sindicatos, vereadores e representantes da administração municipal.
Fonte: www.ojacare.com.br
Reprodução: www.msagoraurgentenews.com.br





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