• Campo Grande, 10/06/2026
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Acusados por desvio no tapa-buracos desistem de HC no TJ e apostam em juiz para deixar prisão


Acusados por desvio no tapa-buracos desistem de HC no TJ e apostam em juiz para deixar prisão Mehdi Talayeh, Erik Valadão, Rudi Fiorese, Edivaldo Aquino e Antônio Pedrosa foram presos no dia 12 de maio (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Os sete investigados por suposto desvio de recursos públicos na operação tapa-buracos desistiram dos pedidos de habeas corpus que tramitavam no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) e passaram a concentrar a estratégia de defesa na 5ª Vara Criminal de Campo Grande. O objetivo é obter a revogação das prisões decretadas após a deflagração da Operação Buraco Sem Fim, em 12 de maio deste ano.

Os pedidos de liberdade seriam analisados pela 3ª Câmara Criminal do TJMS, sob relatoria do desembargador Zaloar Martins Murad de Souza. Em decisão anterior, o magistrado havia negado liminar aos investigados, citando a gravidade dos fatos apurados e os possíveis prejuízos causados aos cofres públicos.

A pedido do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), a juíza May Melke Penteado Amaral Siravegna, do Núcleo de Garantias, decretou a prisão preventiva dos empresários Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, conhecido como Peteca, e Antônio Jacques Pedrosa Júnior; do ex-secretário municipal de Infraestrutura, Rudi Fiorese; do ex-superintendente de Serviços Públicos, Mehdi Talayeh; do ex-coordenador da operação tapa-buracos, Edivaldo Aquino Pereira; e dos servidores Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula e Fernando de Souza Oliveira.

Posteriormente, Peteca obteve autorização para cumprir prisão domiciliar em razão de problemas de saúde, conforme decisão da própria magistrada.

Os demais investigados aguardavam a análise dos habeas corpus pelo TJMS, mas optaram por desistir dos recursos. Agora, os pedidos de revogação das prisões estão sob análise do juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal.

O magistrado já atuou em processos relacionados à Operação Cascalhos de Areia, que também envolve alguns dos investigados. Na ocasião, decisões relacionadas à investigação foram posteriormente revistas pelo Tribunal de Justiça.

A Operação Buraco Sem Fim apura contratos firmados entre a Prefeitura de Campo Grande e a Construtora Rial, que recebeu cerca de R$ 113 milhões. Segundo o Ministério Público Estadual, parte significativa dos valores teria sido desviada por meio de medições supostamente irregulares e registros de serviços que não teriam sido executados.

O Ministério Público manifestou-se pela manutenção das prisões dos investigados, incluindo a prisão domiciliar concedida a Peteca. Já o advogado Valdir Custódio informou não ter sido comunicado sobre a desistência dos habeas corpus que tramitavam no Tribunal de Justiça.


Fonte: www.ojacare.com.br

Reprodução: www.msagoraurgentenews.com.br




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